quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

OS DOZE MANDAMENTOS CONTRA O STRESS


I - Os desejos são ilimitados, o seu tempo não. – Defina metas, prioridades da sua vida. Faça periodicamente uma revisão de seus objetivos.

II - Você é responsável e senhor da própria qualidade de vida. – Defenda seus direitos. Aprenda a ser eficaz e a ter ritmo: trabalho/lazer, alimentação/jejum, ação/repouso, inspiração/expiração. A qualidade de vida é uma planta que necessita ser regada sempre.

III - Você é um só. – Você só tem um coração. Portanto, faça uma coisa de cada vez. Tenha atividades e relações relaxantes, que não tragam a necessidade contínua de competir ou correr atrás o tempo todo.

IV - Cuide do seu corpo. – Escolha alimentos saudáveis, evitando agressões do tipo fumo, droga, excesso de bebida e comida. Reduza a ingestão de café. Faça atividades físicas, no mínimo três vezes por semana, compatíveis com seu temperamento e condições físicas. Mantenha seu peso corporal em um nível satisfatório para você. Ponha os pés descalços na terra por um mínimo de 20 minutos, em um lugar de muito verde, pelo menos uma vez por semana.

V - Cuide de sua mente. – Seja seletivo com o que lê e vê. Reduza o hábito de assistir televisão. Exercite sua criatividade com música e artes em geral. Faça coisas que nunca fez, indo a lugares que nunca foi. Quebre rotinas e experimente o novo.

VI - Que a sua casa seja um lar. – Um lugar acolhedor que o receba ao final de um dia cansativo, oferecendo-lhe conforto, calor à sua alma, repouso e amorosidade. Que seja um ninho para refazer as suas forças. Cuidado: não gaste todas as suas energias para ter uma casa e todos os bens de consumo do mundo moderno. Pode não lhe sobrar nem um minuto para usufruí-la. Tornar uma casa um lar é um aprendizado contra o stress.

VII - Descubra quem é você. – Qual é seu temperamento, quais são suas crenças? Seja coerente com elas. Defenda seu bem-estar. Cultive um respeito saudável por sua individualidade e privacidade.

VIII - Não seja onipotente. – Aprenda com os outros, procure ajuda necessária com amigos, médicos, terapeutas. Ouça e veja, para depois identificar quem são os aliados necessários e aqueles que deve evitar. Não avalie pessoas e situações com preconceito. Às vezes, a resposta de uma situação difícil e estressante está numa atitude ou pensamento inédito.

IX - Conheça e respeite o outro. – Ouça com atenção, buscando compreender o que o outro quer dizer. Ao verbalizar, certifique-se de estar sendo claro e compreensivo com o outro. O outro não é melhor nem pior que você. Ele é diferente, o que torna necessário o esforço de entendimento de ambos os pontos de vista. Aceitar e usufruir as diferenças é sabedoria.

X - Amor, intimidade e sexualidade. – Relações compulsivas, superficiais, narcisistas são como fast-food: costumam ser atraentes, mas não são nutritivas e podem custar muito caro a médio prazo. Cuide para desenvolver intimidade com pessoas com as quais sinta afinidade. Cultive a espontaneidade, sinceridade, amizade, alegria e prazer nas trocas afetivas. Deixe o sentimento fluir – o amor faz bem ao coração.

XI - Concentre-se e equilibre-se. – Todos os dias encontre em tempo para esvaziar-se e estar consigo mesmo (pelo menos um banho prolongado e tranquilo). Use técnicas auxiliares como meditação, respiração e massagens para relaxamento. Não seja escravo nem de si mesmo. Tenha férias! Contra o stress, o período mínimo de férias é de 21 dias consecutivos. Tenha férias compatíveis com suas condições físicas, psíquicas e financeiras. Lembre-se: programas com muitos estímulos são prazerosos para quem está vitalizado. Não leve em sua bagagem de férias seu chefe, sua firma, companhias desgastantes, seu computador e outras malas sem alça.

XII - Tenha fé. – Uma situação, qualquer que seja, nunca é apenas boa ou ruim. Haverá sempre custos e benefícios. Quanto mais luz, mais sombra. Nunca se esqueça de que tudo é temporário. é muito importante preservar-se para a próxima etapa. Você é único, o que te faz valioso. Confie em você mesmo e na ajuda cósmica.

[Autor não identificado]

domingo, 15 de outubro de 2017

Acervo pessoal - não sou livreiro.
Aceito contraoferta.
Interessados - e-mail para lourenco@jlourenconeto.com.br.
Entrega na região da Savassi, BH.


quinta-feira, 25 de maio de 2017


A vida ensina...

José Lourenço de Sousa Neto

Dias atrás assisti uma palestra sobre física quântica. Saí com a cabeça a mil, os neurônios em polvorosa (talvez fosse o que o professor quis dizer com o tal “emaranhado quântico”). Aliás, acho que essa é sempre a consequência quando a gente se mete a ler ou ouvir preleções sobre essas esquisitices, em que cérebros de ponta se deleitam, mas, talvez, nem deveria interessar a nós, mortais comuns.

Um dos conceitos que o expositor tentou explicar foi o de “salto quântico”. (Vale fazer parênteses: digo que o mestre, uma pessoa muito querida, tentou explicar, porque ele de fato tentou – fez tudo o que podia, tanto como entendido no assunto, quanto como professor experimentado – ele é físico e professor na PUC/MG. Se não logrou pleno resultado, não foi por culpa dele. Como todo processo de comunicação tem duas pontas – a do emissor e a do receptor –, ele só podia responder totalmente pela sua ponta, a de emissor. Esforçou-se, heroicamente, para adaptar linguagem e exemplos ao nível da nossa ponta, mas, coitado!, como Sísifo, não era possível colocar a rocha no alto da montanha, pelo menos na maioria da assistência. O morro da nossa ignorância era por demais íngreme.)

Voltando ao salto quântico...

Esse fenômeno ocorre (pelo que entendi) quando o elétron, que gira em camadas, ou em órbitas, ao redor do núcleo, passa de um nível para outro. Esse “passar” é que é o diabo! Ele não transita de uma órbita para a outra, como imagina nossa vã concepção... Ele simplesmente desaparece de uma órbita e aparece noutra. Como um fantasma. Está aqui e, de repente, você pisca e ele não está mais. Está lá. Coisa de doido. Ou de elétron, já nem sei mais...

Terminada a palestra, saí, como já disse acima, com a cabeça fervilhando. Acho que meus poucos neurônios incorporaram espírito de elétron e tentavam, como um bando enlouquecido, dar saltos quânticos no meu cérebro. Já sabia que eu ia levar dias ruminando aquelas informações, como sempre ocorre quando me meto em assuntos mais escabrosos. De fato, o sono daquela noite foi loucura total – entre prótons, nêutrons, elétrons, quarks, quantum e quanta, efeito partícula e efeito onda, sobreposição e emaranhado quântico, gato de Schröedinger (por que gato?! por que não um gambá? ou uma barata?), meu crânio parecia um acelerador de partículas. Credo! Te esconjuro, prof. Marcelo Cunha!

Mas a vida ensina...

Quando saia do salão da palestra, lembrei-me de uma sobrinha que tinha um comportamento que, na época, há uns 25 anos, não entendíamos. Agora entendo como “comportamento quântico”. Explico.

A Letícia nunca ia ou vinha – ela sempre estava ou não-estava. A família conversando na sala – Letícia ausente. De repente, você olha de novo, Letícia presente. A gente piscava para discernir melhor e... cadê a Letícia? Mas ela estava aqui... e não era efeito mediúnico, mas se era, era efeito físico – todo mundo tinha visto a Letícia. Perguntados, ninguém a vira sair. Como não a viram entrar.

Simples assim. Ela aparecia e desaparecia. Tenho para mim que ela passava do nível superior da casa para o térreo, do quarto para a cozinha, da sala pra rua, e vice-versa quantas vezes quisesse, sem se dar ao trabalho de transitar pelo meio. Coisa, aliás, que devia interessar apenas a nós, pessoas de carne e osso. Não a ela, entidade mística, quintessenciada, sei lá... Efeito Jedi? Mestre Yoda ou Schifu? Vou perguntar pro meu neto de 4 anos. Esses serezinhos entendem disso... só não conseguem nos explicar. Falta a nós, adultos, o sentido para tanto.

Teve uma época que cheguei a desconfiar que a Letícia tinha pés de gato. De cachorros você ainda pode escutar o barulhinho das unhas no soalho. Mas de gato, não! E a Letícia se movia com pés de gato (ou levitava, flutuava, flanava, vai saber!). Mas examinei e não comprovei essa hipótese.

E, pra piorar, ela nunca se explicava. Perguntada, interrogada, atazanada, azucrinada, ela se limitava a olhar pra gente com aqueles olhões de jabuticaba – enormes e negros, típicos de uma moleca de 6 ou 7 anos –, e a sorrir – ah! aquele sorriso! a la Mona Lisa! Um sorriso que mais intrigava e nunca explicava. Aquela curvatura discretíssima dos lábios que parecia condescender com nossa estultice: — “Por que você pergunta tanto? Não dá para apenas sentir que eu estou ou não-estou? Não saca que não existe o eu-indo ou o eu-vindo? Por que tudo tem que ser tão cartesiano pra você, tio? Não esquenta...”

E eu fervia!

Enfim, desisti da ideia de compreender o comportamento da Letícia. Limitava-me a perguntar, quando era o caso, se ela estava ou não, sem cair mais na armadilha de querer saber se ela iria ou viria.

Hoje, tenho dúvida se, na minha memória cada vez mais falha, passo a chamá-la de “Letícia Elétron” ou “Letícia Quântica”. A segunda opção parece-me mais simpática.

Mas, se você não aprende de um jeito, a vida insiste...

Saindo da palestra, agora misturando partículas da matéria com sobrinha-quântica, dei bobeira na escada e sofri um colapso, não do efeito onda, mas das pernas. De repente, nos últimos degraus (ainda bem, porque se fosse no início não estaria aqui, escrevendo isso), desapareço de onde estava e apareço no piso. Plantado, de joelhos. Não houve intervalo de transição, juro. Não passei do degrau onde estava, transitando pelos intermediários e arriando no chão. Simplesmente eu estava num nível e apareci noutro. Salto quântico puro. A moça que me socorreu, pressurosa, perguntava se eu havia me machucado (desconfio que ela segurava um risinho nada Mona Lisa). Respondi que não, que não era nada, que era apenas um experimento físico, apenas para checar uma ideia que um professor maluco, lá no salão, havia tentado fazer a gente entender. Com aquele salto, os joelhos doendo e um pouco de sangue minando na pele, vieram esclarecer o que o mestre tentou, mas minha cabeça dura não registrara.

saquei a Letícia! Não era para entender, era para sentir! E meus joelhos latejando e minha vergonha não deixaram dúvida: senti o maldito salto quântico!

Ainda bem que não cai estatelado no chão. Cai de joelhos. E isso me permitiu manter a pose e alguma dignidade.

Espero que da próxima vez em que me meter a entender essas coisas-de-louco, não doa tanto.


BHte., 25/maio/2017.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Se você estuda ou trabalha com Gestão do Conhecimento, estou disponibilizando, sem qualquer ônus – exceto o trabalho de pegar comigo – 7 cadernos de texto com centenas de artigos sobre o tema, coletados durante minha vida acadêmica.

Se lhe interessa, mande um e-mail para lourenco@jlourenconeto.com.br, e bom proveito com os artigos.


José Lourenço

Autoconhecimento e carreira
José Lourenço de Sousa Neto

Autoconhecimento é fundamental para ter vida e carreira bem sucedidas. Sem se conhecer, como o indivíduo pode saber o que quer e o que o faz feliz? Se não sabe dos próprios recursos, como enxergar até onde pode ir? A partir de que ponto precisa buscar parcerias e novos aprendizados e ferramentas? Desconhecendo seus limites, ele pode comprometer seu crescimento pessoal e profissional. Muita gente fala que quer ser feliz e ter sucesso, mas não sabe dizer com clareza o que seja uma coisa ou outra.

O autoconhecimento é demandado desde o início, quando a pessoa começa a definir que rumo quer dar à sua vida. Da escolha da profissão, ao estabelecimento de metas que pretende atingir – no planejamento estratégico pessoal. Durante a caminhada, quando for necessário rever o plano e corrigir rumos, a auto percepção será determinante.

Conhecer suas competências e habilidades, entender o que o motiva ou bloqueia, é fundamental na hora de avaliar os desafios e traçar estratégias de enfrentamento. Com isso, a pessoa usa melhor o potencial que tem e reserva energias para manter-se produtivo por mais tempo. Sem isso, corre o risco de forçar muito na arrancada, ou exagerar em alguns pontos de uma prova longa, comprometendo seu resultado.

Importa saber como comporta tanto o corpo como a mente, para se ter uma avaliação correta das potencialidades e das necessidades – mapeamento de forças e fraquezas. E cabe ao próprio indivíduo cuidar disso, conduzindo seu processo de desenvolvimento, evitando a ilusão de que a empresa ou algum “guru” fará isso por ele. Coaches, mentores, líderes e mesmo a organização, a família e os amigos, podem ser aliados valiosos, desde que saiba o que buscar deles. Caso contrário, podem acabar prejudicando, com o jogo de palpites, opiniões, diretivas, que podem desviar do rumo ou tirar o foco. Não tem como ser diferente – apenas o indivíduo, e só ele, pode saber da “dor e do prazer de ser o que se é”.

Existem vários caminhos para o autoconhecimento. Abaixo apresentamos algumas sugestões.

  Meditação – cada vez mais citada hoje em dia, a meditação permite um mergulho interior que traz, com a prática disciplinada, uma profunda abordagem pessoal, com iluminação de pontos sombrios, e às vezes inusitados, da própria mente. E inúmeros outros benefícios, especialmente na saúde geral, como a ciência começa a descobrir.

   Diário – o hábito de escrever um “diário de bordo”, como alguns gostam de chamar as anotações pessoais feitas todo final de jornada, é muito útil. Ao se dar um tempo para pensar como foi seu dia, o que cumpriu da agenda e o que foi postergado, experiências novas e, principalmente, emoções experimentadas, a pessoa descobre-se um pouco mais. É importante a anotação, porque a memória não é confiável. Ao reler os registros, pode-se aprofundar mais no autoconhecimento. A sinceridade e a franqueza consigo, nesse exercício, é fundamental para que o indivíduo não caia na armadilha do elogio próprio, iludindo-se com os confetes do louvor autoconcedido.

  Foco no corpo – as sensações corporais podem revelar muito mais do que se imagina. Ao sentir uma ligeira dor de cabeça, a pessoa recorre logo a um analgésico. Perde uma chance valiosa de aprender alguma coisa sobre si. Todo desconforto, psicológico ou físico, tem sua razão de ser. Deve-se dialogar com o incômodo: por que ele está acontecendo? Qual sua causa? Quais os possíveis desdobramentos? O que, em síntese, pode ser aprendido com ele?

Alguém já disse que “não basta sofrer. É preciso saber sofrer”. Não aprender a lição da dor é candidatar-se a repeti-la.

  Sair do automático – “quando descasco uma laranja, eu descasco uma laranja” (de um mestre budista). Essa fala, que pode parecer de uma obviedade torturante para os apressadinhos, remete à nossa maneira corriqueira de pensar e agir. Enquanto descascamos uma laranja, nossa mente vagueia por inúmeros outros lugares; nosso cérebro ferve com pensamentos que nada têm a ver com o que estamos fazendo. O convite, aqui é para que prestemos atenção no que estamos fazendo, como estamos fazendo, no propósito da ação. E permitir-se sentir a experiência – o tato, o odor, a visão, etc. Isso abre espaço de aprendizado onde o automatismo tinha jogado suas sombras, levando a pessoa a dar-se conta do que faz, como e porque faz.

  Questionamento constante – checar sempre a maneira como faz as coisas, questionando a validade de velhos fundamentos, e verificar se não há forma melhor de fazer, leva o indivíduo a “sair da caixa” e a desenvolver espírito inovador. Não se inova apenas em grandes realizações. Isso é raridade. Pequenas melhorias, acumuladas tarefa a tarefa, dia a dia, causam, depois de algum tempo, verdadeiros tsunamis no cotidiano. O pessoal da área da ciência que o diga. Além desse processo de “melhoria contínua”, a pessoa mapeia-se mais um pouco a cada auto arguição.

 Cursos e treinamentos – como PNL, liderança pessoal, específicos de autoconhecimento, entre outros, também podem ajudar muito.

As sugestões acima são apenas exemplos do que cada pessoa pode fazer, desde que se disponha ao autoconhecimento.
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Veja o que alguns empresários, que também são desportistas dedicados, dizem sobre o autoconhecimento advindo do esporte que praticam:

   “Ligado o tempo todo” e capacidade de planejamento; agilidade nas decisões. – (Luiz Augusto Milano, Matec Engenharia; bicicleta).

  “Aprendi a ser responsável pelos meus resultados. Tenho de ter disciplina, ir atrás, ser protagonista. Você precisa saber o que conhece para saber aonde pode chegar. Você precisa construir seu resultado dia após dia.” – (Pedro Chiamulera, ClearSale; corrida).

  “Toda vez que entro no mar, tenho receio. Mas uma coisa é chegar com medo e despreparado. O importante é não arriscar demais. O limite é esse.” – (Roberto Cantoni Rosa, UM Investimentos; surf).

   “O importante é entender até onde posso ir. Só assim encontro o caminho e consigo fazer o melhor planejamento. Se não faço isso, não consigo ter desafios maiores. Aprendi a olhar para todos os lados, analisar profundamente. Se você quer ter sucesso, comece por onde já conhece. Só depois faça o que não tem costume. A experiência – e saber ir devagar, no tempo certo – é fórmula para chegar ao final com um bom resultado.” – (Andrea Guasti, Cisa Trading; alpinismo).

(Artigo baseado na reportagem “Qual é o seu limite” – Lucas Rossi, revista Você S/A – ed. 186, nov/2013).
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Ouça o que fala Diego Martins, da Acesso Digital (http://www2.acessodigital.com.br/), sobre autoconhecimento (entre outros assuntos), em entrevista a Milton Jung, da CBN è http://cbn.globoradio.globo.com/boletins/cbn-young-professional/CBN-YOUNG-PROFESSIONAL.htm.
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