terça-feira, 21 de agosto de 2012


"Quantas vezes o adulto está sendo mobilizado pela criança mal resolvida em determinados comportamentos e relacionamentos? Quantas vezes o adulto simplesmente é substituído pela criança magoada, ofendida e raivosa? Quantas vezes o animal se consorcia com a criança raivosa apossando-se do adulto, que se revela incapaz de contê-los, por não se conhecer? Quantas vezes tudo aquilo que não está resolvido de vidas passadas se conjuga e essas estruturas, transbordando pelas áreas do pensamento, do sentimento e gerando comportamentos que acarretam sofrimento para aqueles que os experimentam? Isso quando não geram distorções tão graves que são enquadradas no campo da psicopatia.

(...) 

Precisamos empreender a viagem pelas áreas sombrias do nosso mundo interior. Percorrer o labirinto de nossa destrutividade, conhecer as diferentes expressões do nosso egoísmo e de nosso orgulho, que por enquanto nos impedem de fazer inteiramente a vontade de Deus. 

O autoconhecimento (...) será compreendido como condição básica para qualquer tratamento, e os sintomas como mensagens codificadas do mundo interior, requerendo entendimento. Dessa maneira podemos ver a vida, no dizer do poeta, como um químico caprichoso que faz sair do húmus da terra o perfume que rescende da corola de uma flor."
    
      (Gerardo Campana, psiquiatra/AL, in Refletindo a Alma, Editora Leal, 2011, pgs. 81 e 91)

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