sexta-feira, 22 de março de 2013

O CRIVO

Pedro chegou para João e foi dizendo:
- João, você nem imagina o que ouvi falar do Antônio...
João, percebendo logo que vinha fofoca, respondeu:
- Pedro, você só vai me contar se o que você ouviu passar pelo crivo de três perguntas. A primeira: o que você ouviu sobre o Antônio é verdadeiro?
Pedro, pego de surpresa, responde:
- Sei lá, João. Não tirei a limpo...
- Então o que você tem para me contar pode ir para o lixo – não passou do primeiro questionamento. Mas, vou lhe dar uma chance. A segunda questão é: você gostaria que dissessem o mesmo de você?
Pedro, assustado:
- Deus me livre! Eu ficaria muito injuriado...
- Então por que você fala do Antônio?! Vamos ao último ponto: qual a utilidade, ou necessidade disso, de repetir o que você ouviu sobre o Antônio?
Sem graça, Pedro se rende:
- É, deixa pra lá. Não sobrou nada...

Se tudo o que pretendemos replicar passasse pelo CRIVO DA VERDADE, BONDADE E UTILIDADE, que remonta a Sócrates, e só falássemos do que valesse a pena, o silêncio no mundo seria insuportável!