quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ao amanhecer

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco


Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão, que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados:

ü  otimismo diante das ocorrências que surgirão;
ü  coragem nos confrontos das lutas naturais;
ü  recomeço de tarefa interrompida;
ü  ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis. 

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

v  

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente. 

Dirige cada ação à finalidade específica. 

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.

v  

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos. 

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas. 

-o-

sábado, 19 de setembro de 2015



Há muito tempo não lia nada tão sensato sobre liderança...


Uma reflexão sobre a essência da liderança

Por Marcos Baumgartner

Me lembro de uma frase escrita em 1830: “Você é o rei, vive sozinho! Siga o caminho onde o seu espírito o leva”. Estas palavras de Alexander Pushkin são, para mim, uma ótima metáfora do conceito de liderança, que é incentivar cada indivíduo a ser ele próprio, em vez de esperar a chegada de um poderoso líder mágico que adormece a consciência e anula a liberdade.

Em essência, a liderança não é privilégio de poucos, mas sim uma possibilidade potencial do humano para crescer e transformar-se. Crescer não significa sair de si mesmo, mas sim, a possibilidade de alguém assumir de forma responsável a gestão da própria existência, por meio da inteligência e da ação.

Não quero pensar a inteligência como habilidades mentais ou racionais. Esse pensamento já foi ultrapassado por teorias como a de Gardner, que propõe a existência de múltiplas inteligências, ou Goleman, que investiga o que ele chama de “inteligência emocional”, definida pela capacidade do indivíduo de compreender, assimilar e gerir emoções, as próprias e as dos outros.

Sendo atrevido, quero complementar Goleman dizendo que a inteligência de um líder é determinada por sua capacidade de sair do determinismo de uma situação e tomar decisões livremente. Acredito que o tipo de inteligência necessário para conduzir nossas próprias vidas e influenciar positivamente a dos outros nada tem a ver com matemática ou habilidades racionais. É muito mais uma inteligência ligada ao trabalho da Vontade. A coragem de unir razão e desejo, superando medos que nos impedem de fazer o que queremos. Mas há, nessa ideia, uma ameaça latente muito bem representada na frase do filósofo existencialista Gabriel Marcel, “quem não vive como pensa, acaba pensando como vive”. Anote! Essa é, sem dúvida, uma frase para lembrar todos os dias. Viver como se pensa pode até parecer simples, mas, na vida não basta termos um pensamento lúcido e profundo. É necessário agir. 

“Se você quer se conhecer, aja”, dizia Goethe. Entretanto, uma enorme dificuldade se esconde nessa afirmação. Pensar é fácil, o difícil é agir. E, agir de acordo com o que pensamos talvez seja das coisas mais difíceis de se fazer. Acredito que pensar com calma e agir rapidamente sejam duas importantes premissas para o exercício da liderança. Mas, é sempre bom lembrar que o líder deve estar aberto para possíveis erros, uma vez que ninguém está isento de falhar. Excelência não é eliminar a possibilidade de falha, mas sim, ser capaz de enfrentá-la e corrigi-la. 

Para mim, existem três desafios poderosos que desviam as pessoas na busca da própria liderança: tempo, dinheiro e poder. 

O desafio do tempo não reside em libertar-se do trabalho. Este desafio, de modo mais amplo, é saber viver o presente. Combater essa tendência humana de idealizar o passado para mitificar um tempo diferente daquele em que nos encontramos. Estamos sempre correndo atrás do tempo. Viver no presente não significa ignorar o passado ou fechar os olhos para o futuro, porque se o passado é uma fonte de aprendizagem, o futuro requer planejamento e disponibilidade para riscos. Trata-se apenas de olhar para eles de forma correta, sem sacrificar viver verdadeiramente o momento presente.

O desafio do dinheiro está relacionado a encontrar uma motivação mais significativa para nossas ações. A história tem dado provas suficientes de que quando o dinheiro é assumido como um fim, o ser humano fica submetido e degradado. Enquanto juntar mais e mais dinheiro for a única preocupação, os motivos para ação só nos afastarão do nosso verdadeiro propósito, enquanto líderes, de agir em prol do crescimento dos outros. 

E, em relação ao poder, o desafio é que liderança exige desapego, humildade, sinceridade e muito humor. Tem muito mais a ver com responsabilidades e deveres do que com direitos e privilégios.
Fonte: http://rtd.com.br/.
__________________________
Fonte: revista T&D – Inteligência Corporativa, edição 190, ago-set/2015. Capturado em 19/set/2015, em  https://bc.pressmatrix.com/en/profiles/93eb6586267e/editions/6b2df498b8da712bf7ee/pages/page/2.

-o-

sábado, 18 de julho de 2015



Sempre podemos tirar melhor proveito do nosso trabalho!
                                               José Lourenço de Sousa Neto 
                     
Muitas vezes, por esperar a oportunidade ideal, de um emprego que nos dê a mais ampla satisfação das necessidades, a felicidade plena, perdemos chances maravilhosas de crescimento e realização.

Não existe o trabalho ideal. Estamos sempre querendo alguma coisa mais. Alcançamos um nível e logo olhamos para o próximo desafio. E isto é bom. É sinal de que estamos vivos e nosso potencial é infindável.

Da mesma forma, a satisfação das necessidades não tem fim. Realizamos um sonho para, logo em seguida, elegermos outro. Também isso é bom – dar-se por satisfeito em tudo é o mesmo que estar morto.

Resta o aproveitamento do momento que passa. Tirar dele tudo o que for possível, para nossa felicidade e construção do futuro.

Nosso trabalho ocupa a maior parte da nossa vida e é crucial para nossa subsistência. Estamos sabendo explorá-lo, seja qual for, de forma inteligente?

Podemos ser felizes em qualquer trabalho? Qualquer atividade profissional pode nos preencher e ensinar?

Sem querer ser atrevido, arrisco a dizer que sim – qualquer um de nós pode ter momentos gratificantes no emprego/ocupação que temos. E felicidade não é mais do que a soma de bons momentos. É questão de usar a inteligência, aumentar o número desses bons momentos e ampliar sua abrangência – em tempo, intensidade, horizontes, etc.

Sofremos no emprego que temos, na maior parte do tempo, porque focamos seu lado espinhoso – e qual trabalho não tem seus espinhos? –, enquanto sonhamos com o emprego que gostaríamos de ter.

Um exercício que vale a pena fazer: listar os pontos bons, as oportunidades interessantes do seu trabalho. E não se deixe enganar por afirmações do tipo:
       “Meu serviço não tem nada de interessante.”
       “Esse trabalho não tem nada a ver comigo.”
       “Não aprendo nada com esse trabalho.”

E outras...

Normalmente são afirmações da nossa má vontade em relação ao serviço que realizamos, ou de nossa preguiça em pensar um pouco mais. Sempre, pode apostar!, podemos encontrar alguma coisa positiva em nosso trabalho. A questão é querer. Você quer, realmente, ou só fala que quer, da boca pra fora?

É muito mais fácil posar de vítima do que ter autocrítica. Só que a auto-piedade é uma vergonha e nos mantem algemados ao atraso.
Vamos tomar como exemplo um vendedor de livros. Mas o raciocínio serve para qualquer trabalho.

Como você vê sua atividade? E como se vê dentro dela? Quando lhe perguntam o que você faz, sua resposta é evasiva, do tipo “trabalho com vendas”, ou, pior ainda, depreciativa – “ah, trabalho com vendas, enquanto não aparece alguma coisa melhor”? Ou você valoriza sua atividade e valoriza-se dentro dela?

- “Trabalho na área comercial da Empresa X; sou vendedor de livros.”
- “Atendo em vendas na Empresa Y; sou vendedor.”
- “Sou vendedor de livros e estou empregado na Empresa Z.”

Como você vê sua profissão e como você se vê como profissional, define você e seu meio. Aposte nisso.

Um operário da construção pode se ver como um mero quebrador de pedras, ou pode saber-se alguém que auxilia na construção de uma grande obra, quebrando as pedras que são necessárias. Questão de olhar íntimo, de escolher o que focar.

§-§

Algumas dicas para você, que trabalha com vendas de livros (e valem tanto para o emprego numa grande livraria, quanto numa pequena):

1) Observe seus colegas – perceberá que a maioria apenas “empurra com a barriga”. Do início do expediente ao fim, arrastam-se pelos corredores da loja, fogem dos clientes, envolvem-se em grupinhos de bate-papo, odeiam cada minuto que passam ali dentro (sem se darem conta de que estão odiando a si mesmos, por se obrigarem a “esse trabalho desgraçado”). São zumbis de carteira assinada. Decida-se a não ser mais um deles.

2) Você é mais um vendedor de loja, ou empenha-se para ser “o vendedor”, diferenciado, competente? É só mais um na folha de pagamento, ou busca ser o tipo de profissional que todo empresário que se preza gostaria de ter?
Se você se empenha para ser “o vendedor” e seu empregador não enxerga isso, não se preocupe, o concorrente dele enxergará. É questão de tempo.

3) Como vendedor, você é um “respondedor de perguntas”, ou um “tirador de pedidos”, ou procura atender às necessidades dos possíveis compradores? Entende quais são suas demandas e procura ajudá-los realmente, ou quer apenas livrar-se de um chato, que lhe atazana com perguntas e pedidos?

Se você procura ser um “solucionador de problemas”, ou “alguém que pode ajudar”, saiba que os clientes tendem a “percebê-lo”, e vão lhe procurar sempre que precisarem de livros.

4) Você é só mais um na folha-de-pagamento de sua empresa, por acaso na posição de vendedor, ou procura valorizar cada centavo que ela gasta com você? Você é despesa ou investimento? Dá feedbacks possíveis para a gerência, área de compras, etc., sobre itens mais procurados, mas que a loja não tem em estoque? Apresenta sugestões sobre a melhor disposição e arrumação das estantes? Viu alguma coisa interessante no concorrente, que sua loja poderia aproveitar? Ou alguma falha que pode ser corrigida facilmente? Critica, com fundamento e educação, mas também dá sugestões quanto à solução?

Não se limite a dizer que sua empresa não dá espaço para isso. Na maior parte das vezes pode ser preguiça sua. Há maneiras sutis de sugerir, ajudar, criticar, sem parecer que está fazendo isso. Ache alguma!

E, mais uma vez, se seu empregador não enxerga ou valoriza seu esforço, o concorrente o fará.

5) Se seu propósito de vida está noutro local, que não na venda de livros, pergunte-se como seu emprego atual pode ajudá-lo a atingir sua meta. Talvez lhe sustente, até você encontrar o caminho para seu sonho. Talvez financie sua formação profissional. Talvez lhe propicie experiências, treinamento prático de habilidades que precisará lá.

Ache esses pequenos tesouros, valorize-os e explore cada
chance de aprender e crescer.

Algumas dicas:

 Peça ao seu empregador que disponibilize para você e os demais vendedores, cartões de visita da loja, para distribuir aos clientes, com telefones para contatá-los quando precisarem de algum livro. Não deixe de acrescentar seu nome e celular (à mão mesmo), para ser dado pelo menos àqueles clientes especiais.

Tenha cartões pessoais, sem o nome do empregador. Custam menos do que você imagina.

Essa dica vale para qualquer profissão!

 Procure conhecer quais são as demandas dos principais clientes – o que mais procuram? Como você pode ajudá-los mais?

Eles o marcarão, pode acreditar.

 Procure conhecer tudo sobre o mundo dos livros. Se não gosta de ler, trate de aprender a gostar. Torne-se um “vendedor de livros que ama livros”, ou será um escravo deles, um zumbi entre as prateleiras.

Leia os cadernos de leitura dos principais jornais e revistas – notícias, lançamentos, eventos da área. Esteja apto a conversar sobre livros com qualquer cliente. Não precisa ser um especialista – apenas ame os livros e ache uma linha que mais o agrade (romance? Poesia? Ficção científica? Filosofia? Religião? Divulgação científica?...).

§-§

Bom! Poderíamos escrever páginas e páginas sobre isso. Mas vamos resumir numa frase

Procure ser o vendedor que seu empregador não gostaria de perder, e que o concorrente adoraria roubar.

É possível e está em suas mãos.

Colocando em prática essas reflexões e dicas, você poderá ser feliz no que faz, prosperar e buscar sua realização.

Grande abraço!

-o-